Número 21

Ah! Enche, amada, a taça que afugenta
Do HOJE os temores e os seus desenganos;
E o AMANHÃ? ...ora, amanhã, talvez
Serei, com o ONTEM, dos sete mil anos

Número 23

E, embora alegre-nos, por hoje, o espaço
Que assim, deixaram para nós também,
Nós baixaremos, igualmente, à terra
E formaremos terra....para quem?

Número 37

Ah! Enche a taça! Por que relembrar
Que o tempo foge, a nos causar espanto?
Deixa o AMANHÃ oculto, e o ONTEM já morto,
Por que vexar-nos, se o HOJE é todo encanto?!

Número 42

E se o teu vinho, e os lábios que beijaste,
Têm seu começo e o fim no NADA - sim,
Então és hoje o NADA que ontem foste,
E que amanhã serás: - NADA, sem fim.

Número 81

O TU, que um homem criaste, usando argila,
No paraíso a cobra introduziste,
Todo pecado que nos tisna a face
Hás de perdoar, pois é por TI que existe.

Número 91

A vida esquiva ampara-me com vinho,
Com vinho lava-me quando eu for morto,
O corpo envolve-me da parra em folhas
E me sepulta em ponto alegre do horto

voltar ao topo

Poemas extraidos da obra RUBAIYAT (Tradução Emilio de Adour)


 

Restaurante Al Khayam
Rua do Ouvidor, 16 - Praça XV - ao lado da Bolsa de Valores
Tel.: 2252 6261 / 2507 6042